Beata Elena Guerra – Apóstola do Espírito Santo

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Elena Guerra viveu em Lucca, na Itália no século XIX, entre 23 de junho de 1835 e 11 de abril de 1914. Ela foi fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Zita, em 1872, inicialmente dedicada à educação cultural e religiosa da juventude feminina, e que depois foi renomeada para Oblatas do Espírito Santo, em razão do carisma que lhes é próprio na Igreja.

Cresce no seu coração, ao longo dos anos após a fundação, a devoção ao Espírito Santo, e a partir de experiências místicas seu coração fica inquieto com a condição precária que podia se notar na Igreja, quando se tratava da devoção e ao culto do Espírito Santo. E ela se sentia impelida a fazer algo para mudar isso. Encorajada por uma irmã, ela inicia uma série de cartas endereçadas ao Papa Leão XIII, 13 no total, ao longo de vários anos. Neste período de correspondência entre eles, sua Santidade destina à Igreja 3 documentos relacionados ao culto à terceira pessoa da Santíssima Trindade, entre eles a primeira encíclica sobre o Espírito Santo, ‘Divinus illud munus’.

Elena Guerra dedicou sua vida a estabelecer na terra um cenáculo permanente, clamando e ensinando a clamar por um novo pentecostes, e por uma contínua efusão do Espírito Santo. Quando, já gravemente doente, fez essa oração: “Senhor, ofereço-vos a minha vida e a minha morte pelo triunfo do Espírito Santo.”

No dia de sua beatificação, 26 de abril de 1959, ela é chamada por João XXIII de apóstola da devoção ao Espírito Santo nos nossos tempos, além disso, o pontífice reconhece a influência providencial da Beata nas ações de Leão XIII no sentido de voltar a Igreja para o Espírito Santo. Essa nova abertura ao Espírito Santo na Igreja culminou no século passado, chamado de século do Espírito Santo, com o Concílio Vaticano II, denominado por João XXIII de ‘Novo Pentecostes’. Como sabemos, deste Concílio nasceram a RCC e as Novas Comunidades.

O carisma Missão Aliança, levar a alma a um despertar para o verdadeiro amor pelas mãos de Maria Santíssima através de um novo pentecostes todos os dias, tem na Beata Elena Guerra um de seus baluartes e, por sua intercessão, buscamos o Cenáculo permanente que nos fará ser dignos e eficazes no nosso carisma e missão.

 

São João Maria Vianney

 

04 de Agosto

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica. Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde cedo sua vocação ao sacerdócio.

13 aEle era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade, por não ter tido acesso aos estudos antes devido à pobreza).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde no meio do caminho encontrou um jovem e disse-lhe: “mostra-me o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do Céu.”, este episodio ficou tão famoso que mais tarde fizeram na entrada na cidade uma imagem do Santo com o menino.

Ars era uma região onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo assim que chegara: “Neste meio, tenho medo até de me perder”.

Com o Rosário nas mãos e joelhos dobrados diante do Santíssimo, João Maria era testemunho de vida e tinha muita sede pela salvação das almas. Consumiu-se durante 40 anos em prol de todos, chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário e alimentando-se apenas de batata.

Viveu até aos 73 anos, tornando-se exemplo de santidade, dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus.

O Carisma da Comunidade Missão Aliança que visa levar a alma a um despertar para o verdadeiro Amor pelas mãos de Maria Santíssima através de um Pentecostes todos os dias, encontrou neste grande Santo exemplo de fé e amor a Deus ao ponto de se tornar Baluarte. O Carisma ainda é alimentado diariamente por todos os membros pela seguinte oração deixada por São João Maria Vianney:

Eu Vos amo meu Deus,

e o meu único desejo é amar-Vos até ao último Suspiro da minha vida.

Eu Vos amo Deus infinitamente bom,

e prefiro morrer amando-Vos que viver um só instante sem Vos amar.

Eu Vos amo meu Deus,

e só desejo o Céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.

Eu Vos amo meu Deus,

e só temo o inferno porque aí nunca haverá a doce consolação de Vos amar.

Meu Deus,

se a minha língua não puder estar sempre a dizer que Vos amo,

que o meu coração o diga tantas vezes como quantas eu respiro.

Senhor,

dai-me a graça de sofrer amando-Vos, de Vos amar sofrendo,

e de um dia expirar amando-Vos e sentindo que Vos amo.

E quanto mais me aproximo do meu fim,

mais Vos imploro a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

Assim Seja.

 

São João Maria Vianney, rogai por nós!

 

Fonte: cancaonova.com (com adaptações) – por Wilmar Lima